domingo, 18 de maio de 2008

TROPEIRISMO

A palavra "tropeiro" deriva de tropa, numa referência ao conjunto de homens que transportavam gado e mercadoria no Brasil colônia. O termo tem sido usado para designar principalmente o transporte de gado da região do Rio Grande do Sul até os mercados de Minas Gerais, posteriormente São Paulo e Rio de Janeiro.

Na maioria das obras didáticas, tropeirismo é associado com a procriação e venda de gado, porém essa atividade se iniciou com o desenvolvimento da mineração, entre os séculos XVII e XVIII.A descoberta do ouro e posteriormente de diamantes, foram responsáveis por um grande afluxo populacional para a região das minas gerais, tanto de paulistas, como de portugueses e ainda de escravos. Essa grande corrida em busca do eldorado foi acompanhada por um grave problema, a falta de alimentos e de produtos básicos, responsável por sucessivas crises na primeira década do século 18, onde a falta de gêneros agrícolas resultou em grande mortalidade.

O crescimento das cidades e a formação de uma elite na região mineradora aumentaram a necessidade de animais, tanto para as atividades locais, como para o transporte de carga, cada vez maior, em direção ao Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo a riqueza gerada pela mineração foi responsável por estimular uma série se atividades paralelas, urbanas, reforçando ainda mais a atividade dos tropeiros, que transportavam os mais variados produtos e ainda cumpriam o papel de mensageiros.

É difícil falar em sul do Brasil, pois na verdade, quando do início do período da mineração, a América era ainda dividida peloTratado de Tordesilhas e, teoricamente, a região onde encontramos o atual estado do Rio Grande do Sul pertencia à Espanha. Não é à toa que nesta região as atividades econômicas se assemelham às da Argentina, Paraguai e Uruguai (na verdade, Vice Reino do Prata). Se por um lado as condições geográficas e climáticas estimularam essa atividade, por outro é necessário lembrar que a criação de gado na região platina.

Foi essa atividade dinâmica na Bacia do Prata que estimulou o governo português a intervir na região. Mesmo antes da assinatura do Tratado de Madri, em 1750, Portugal atuava no sentido de incorporar a região a seus domínios, interessado em participar do comércio local. Isso explica a fundação da Colônia do Sacramento em 1680 e o estímulo dado à ocupação das terras gaúchas.


ENTRADAS E BANDEIRAS

O desejo de explorar o território brasileiro, a busca de pedras e metais preciosos, a preocupação do colonizador português em consolidar seu domínio e a vontade de arrebanhar mão-de-obra indígena para trabalhar nas lavouras resultaram em incursões pelo interior do país, feitas muitas vezes por milhares de homens, em viagens que duravam meses e até anos.

Entradas e bandeiras foram os nomes dados às expedições dos colonizadores que resultaram na posse e conquista definitiva do Brasil. As entradas, em geral de cunho oficial, mais comuns no Norte e no Nordeste, antecederam as bandeiras, de iniciativa de particulares, e mais comuns no Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Tanto naquelas quanto nestas, era evidente a preocupação do europeu em escravizar o índio, e não foi pequeno o morticínio nas verdadeiras caçadas humanas que então ocorreram, como observa o historiador João Ribeiro. As bandeiras, fenômeno tipicamente paulista que data do início do século XVII, não extinguiram as entradas e também não foram iniciativa exclusiva dos mamelucos - filhos de portugueses com índias - do planalto de São Paulo. Elas marcam o início de uma consciência nativista e antiportuguesa.


Os documentos dos séculos XVI e XVII chamam os bandeirantes de armador. A palavra bandeira só aparece nos documentos do século XVIII. Para designar toda e qualquer espécie de expedição era comum empregar-se: entrada, jornada, viagem, companhia, descobrimento e, mais raramente, frota. Bandeira é nome paulista e, por isso mesmo, bandeirante tornou-se sinônimo do homem paulista, adquirindo uma conotação heróica, ao juntar no mesmo vocábulo o arrojo e a tenacidade com que se empenharam na conquista do território, na descoberta do ouro e no povoamento de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Muitas cidades foram fundadas pelos bandeirantes.


A expansão do território da Colônia deveu-se em função basicamente da ação das Entradas e das Bandeiras, culas expedições íam muito além do limite estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas.

A ECONOMIA DA COLÔNIA VOLTADA PARA A EXPORTAÇÃO

Pacto colonial:
O pacto colonial pode ser entendido como uma relação de dependência econômica que beneficiava as metrópoles. Ao participarem do comércio como fornecedoras de produtos primários (baratos) e consumidoras dos produtos manufaturados (caros), as colônias dinamizavam as economias das metrópoles propiciando-lhes acúmulo de riquezas.Portugal procurou criar as condições para o Brasil se enquadrar no pacto colonial. Os portugueses concentraram seus esforços para a colônia se transformar num grande produtor de açúcar de modo a abastecer a demanda do mercado internacional e beneficiar-se dos lucros de sua comercialização.Além da crescente demanda consumidora por esse produto, havia mais dois fatores importantes que estimularam o investimento na produção açucareira. Primeiro, os portugueses possuíam experiência e tinham sido bem-sucedidos no cultivo da cana-de-açúcar em suas possessões no Atlântico: nas ilhas Madeira, Açores e Cabo Verde. Segundo, as condições do clima e do solo do nosso litoral nordestino eram propícias a esse plantio. Em 1542, o donatário da próspera capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, já havia introduzido a cana-de-açúcar em suas terras.

Plantation: O plantio da cana-de-açúcar foi realizado em grandes propriedades rurais denominadas de latifúndio monocultor ou plantation. Essas propriedades também ficaram conhecidas como engenhos, porque, além das plantações, abrigavam as instalações apropriadas e os equipamentos necessários para o refino do açúcar: a moenda, a caldeira e a casa de purgar.Para o processo de produção e comercialização do açúcar ser lucrativo ao empreendimento colonial, os engenhos introduziram a forma mais aviltante de exploração do trabalho humano: a
escravidão. A introdução do trabalho escravo nas grandes lavouras baixava os custos da produção.Toda a riqueza da colônia foi produzida pelo trabalho escravo, baseado na importação de negros capturados à força na África. O contexto social da colonização e da superexploração da mão-de-obra pela lavoura canavieira tornava inviável contar com o trabalho dos homens livres. Com terras abundantes, os homens livres poderiam facilmente se apropriar de uma gleba e desenvolver atividades de subsistência. Ou seja, não havia nem incentivo nem necessidade de que a população livre trabalhasse no engenho. Completando o quadro, os portugueses também exploravam o lucrativo de tráfico de escravos negros africanos. E a simples existência do tráfico já constituía um estímulo à utilização desta mão-de-obra nas colônias pertencentes a Portugal.

Engenhos: Os engenhos eram as unidades básicas de produção das riquezas da colônia. Mais do qualquer outro local, o engenho caracterizava a sociedade escravista do Brasil colonial. No engenho, havia a senzala, que era a construção rústica destinada ao abrigo dos escravos; e havia a casa grande, a construção luxuosa na qual habitavam o senhor, que era o proprietário do engenho e dos escravos; juntamente com seus familiares e parentes. Consta que por volta de 1560, o Brasil já possuía cerca de 60 engenhos que estavam em pleno funcionamento, produzindo o açúcar que abastecia o mercado mundial.

RELATOS DOS VIAJANTES

Os primeiros viajantes europeus a percorrerem as terras brasileiras, navegantes, comerciantes, religiosos e aventureiros de todos os tipos tinham em comum, e não poderia ter sido de outra forma, a visão de um mundo desconhecido, de uma paisagem natural estranha e selvagem, repleta de simbologia, mitos e fábulas, que permearam as primeiras impressões e descrições, carregadas de representações que evidenciavam mais as visões do que os fatos. Com muita freqüência, estes primeiros viajantes mencionavam o mundo natural e se sentiam particularmente atraídos pelos animais e pela vegetação estranha e exótica. Não faltaram as idealizações sobre a vida na floresta e o bom selvagem, em perfeita harmonia com o universo.

No início da colonização, enquanto os portugueses, indecisos, se convenciam das vantagens em investir na ocupação do Brasil, os ingleses, e principalmente os franceses, que não aceitavam a divisão da América estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, entre os reinos ibéricos, já perambulavam pela costa brasileira, comercializando com várias tribos indígenas e, por duas vezes, tentaram fundar colônias em nosso território.

Além disto, os holandeses, que por esta época lutavam por sua independência contra os espanhóis, trouxeram esta guerra para o novo mundo, invadindo o litoral do nordeste brasileiro que, pela união das coroas entre Portugal e Espanha, a esta última seu território passou a pertencer entre 1580 e 1640. Não se pretende realizar um tratado sobre os viajantes e cronistas europeus que percorreram as terras brasileiras no início de nossa colonização mas apenas contextualizar historicamente como foram sendo construídas e produzidas as primeiras visões, sensações e conceitos sobre o Brasil.

A ESCRAVIDÃO NO BRASIL

A escravidão, também conhecida como escravismo ou escravatura, foi a forma de relação social de produção adotada, de uma forma geral, no Brasil desde o período colonial até o final do Império. A escravidão no Brasil é marcada principalmente pelo uso de escravos vindos do continente africano, mas é necessário ressaltar que muitos indígenas foram vítimas desse processo. Os escravos foram utilizados principalmente em atividades relacionadas à agricultura – com destaque para a atividade açucareira – e na mineração, sendo assim essenciais para a manutenção da economia. Alguns deles desempenhavam também vários tipos de serviços domésticos e/ou urbanos. A escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.

Antes da chegada dos portugueses a escravatura já era largamente praticada no Brasil. Entre as tribos índias, a escravatura era infligida aos prisioneiros capturados nas guerras tribais. Esta não era a única forma de se obter escravos, os índios reduziam também à escravatura os fugitivos de outras tribos a quem davam refugio. Entre as tribos que praticavam a antropofagia os escravos eram freqüentemente devorados durante os rituais. Com a chegada dos portugueses os índios passam a vender muitos dos seus prisioneiros em troca de mercadorias. Também os franceses, na colónia criada no Brasil, França Antártica.

A escravidão no Brasil segue assim paralelamente ao processo de desterriorização sofrido por estes. Diante dessa situação, os nativos só tinham dois caminhos a seguir: reagir à escravização ou aceitá-la. Houve reações em todos os grupos indígenas, muitos lutando contra os colonizadores até a morte ou fugindo para regiões mais remotas. Essa reação indígena contra a dominação portuguesa ocorreu pelo fato de que as sociedades indígenas sul-americanas desconheciam a hierarquia e, conseqüentemente, não aceitavam o trabalho compulsório.

O aprisionamento era a principal forma de obtenção de escravos indígenas. Ao serem capturados os índios eram forçados a executar o trabalho nas lavouras, onde eram superexplorados e sofriam maus-tratos. Os índios capturados nas guerras tribais também começaram a ser vendidos aos portugueses em vez de permanecerem escravos na aldeia do seu captor. Em decorrência dessa situação e do fato de não estarem adaptados à escravidão , muitos indígenas morriam. Além disso, o aprisionamento era uma atividade que gerava lucros internos, ou seja, a metrópole portuguesa não se beneficiava com ela. Esses fatores contribuíram para que a mão-de-obra africana fosse inserida nas lavouras brasileiras, sendo obtida através do tráfico de escravos vindos principalmente das colônias portuguesas na África.
Tráfico negreiro, além de ser uma grande fonte de mão-de-obra caracterizava-se por ser também uma forma de ganhar altos lucros, sendo assim de interesse da metrópole, já que além dos traficantes, lucravam também a
Coroa portuguesa e até a Igreja Católica, que ganhava uma certa porcentagem sobre cada escravo que entrava no Brasil.
A atividade do tráfico negreiro inicia-se oficialmente em
1559, quando a metrópole portuguesa decide permitir o ingresso de escravos vindos da África no Brasil. Antes disso, porém, transações envolvendo escravos africanos já ocorriam no Brasil, sendo a escassez de mão-de-obra um dos principais argumentos dos colonos.

Os índios que foram assimilados e escravizados pelos colonos portugueses mostraram-se mais eficientes na execução de tarefas a que já estavam adaptados no seu modo de vida, como a extração e o transporte de madeira, do que nas atividades agrícolas. Esses trabalhadores eram superexplorados e muitos morriam em decorrência dos castigos físicos aplicados pelos portugueses. O uso de indígenas como escravos perdurou até o século XVIII. Refira-se que os escravos, de orígem africana, alforriados e libertos frequentemente adquiriam seus próprios escravos passando de escravos a escravagistas. Diante das dificuldades encontradas no processo de escravização dos indígenas, os portugueses encontram como alternativa a utilização de escravos africanos, obtidos através do tráfico negreiro. Os escravos africanos poderiam ser designados pelos seus senhores para o desenvolvimento dos mais diversos tipos de atividades,destacando-se as atividades agrícolas, sendo a extração da cana-de-açúcar a principal, a mineração e os serviços domésticos.

REVOLTAS NO BRASIL COLÔNIA

A Revolta de Beckman
Ano: 1684
Local: Maranhão – São Luís
Causa e Objetivo: A Companhia do Comércio do Maranhão não estava agradando os colonos: eles traziam um número insuficiente de escravos e cobravam caro por eles. Também adulteravam preços e medidas e seus produtos eram de má qualidade. A população então, passou a se sentir roubada com isso e organizou essa revolta com o objetivo de acabar com a Companhia e expulsar os jesuítas da cidade, além de assumir o governo de São Luís.
Líderes: Manuel e Tomás Beckman
Conseqüências: Os objetivos propostos pela revolta foram cumpridos, mas quando o movimento tentou se estender para Belém, foi facilmente controlado pelas tropas reais, comandadas por Gomes de Freire de Andrada e fracassou. Tomás Beckman foi preso e seu irmão Manuel, condenado à morte. O Colégio dos Jesuítas e a Companhia do Comércio do Maranhão foram reabertos, mas aos poucos, este último devido a sua ineficiência, foi se extinguindo. Ou seja, a revolta não foi bem sucedida, mas pelo menos, a Companhia que tanto não satisfazia as necessidades da população acabou fechando devido à sua própria incapacidade.

A Guerra dos Mascates
Ano: 1710 a 1711
Local: Pernambuco – Recife
Causa e Objetivo: A Guerra dos Mascates foi um conflito entre Olinda e Recife. Na época, os senhores de engenho de Olinda, estavam em má situação econômica, pois as Antilhas holandesas haviam aberto concorrência com a produção açucareira do Nordeste. Assim, para cobrir suas despesas, esses senhores criaram uma dívida com os comerciantes de Recife, fazendo surgir uma rivalidade entre esses povoados. Olinda não pretendia acertar o que devia com os mascates, como haviam sido apelidados depreciativamente os recifenses. Esses últimos, lutavam por sua autonomia política, já que eram administrados por uma câmara de Olinda. Na verdade, essa luta pela autonomia de Recife tinha o interesse de executar as dívidas com os senhores de Olinda. Essa disputa de interesses, adquiriu ainda um caráter nativista, pois a aristocracia olindense era de origem pernambucana e os mascates de recife, imigrantes portugueses. No ano de 1770, a Coroa portuguesa apoiou os mascates elevando Recife à condição de vila independente de Olinda. Esse foi o estopim para o início do conflito.
Líderes: Bernardo Vieira, Leonardo Bezerra Cavalcanti
Conseqüências: Os senhores de engenho olindenses não concordaram com a independência dos mascates e invadiram Recife, destruindo o pelourinho (símbolo de autonomia recém-conquistada). Os mascates reagiram, e o conflito continuou. Depois, Portugal interveio, querendo conciliar os dois lados, mas mesmo assim, os mascates de Recife se beneficiaram, mantendo sua independência e tornando-se política e economicamente mais importantes do que Olinda.

A Guerra dos Emboabas
Ano: 1708 a 1709
Local: região das Minas Gerais
Causa e Objetivo: Logo depois da descoberta do ouro, começaram os conflitos. Os paulistas, que haviam encontrado primeiro, achavam que tinham o direito exclusivo sobre elas. Mas os forasteiros (portugueses, baianos e pernambucanos) também tinham interesses nessa nova descoberta. Eles foram chamados de emboabas. Ou seja, o objetivo dos emboabas era conquistar as minas de ouro das Gerais.
Líderes: Manuel Nunes Viana (emboabas) e Borba Gato (paulistas)
Conseqüências: Dado o início dos conflitos, os emboabas foram conquistando muitas vitórias, pois eram mais ricos. Os paulistas foram recuando até chegar perto de um rio, nas proximidades de São João Del Rei. Lá foram cercados pelos forasteiros e acabaram firmando um acordo de paz: os paulistas se rendiam e os emboabas lhes davam liberdade. Os paulistas, sem outra alternativa, se renderam, mas os emboabas, não cumpriram sua parte e mataram todos os inimigos, na região que viria a ser conhecida como Capão da Traição. Após os conflitos, a Coroa Portuguesa tentou pacificar a região, criando a Capitania de São Paulo e das Minas de Ouro e nomeando um novo governador. Já os paulistas, depois do episódio da Guerra dos Emboabas, abandonaram a região das Gerais e acabaram descobrindo novas jazidas em Goiás e Mato Grosso.

A Revolta de Filipe dos Santos ou A Revolta de Vila Rica

Ano: 1720
Local: Vila Rica, na região das minas
Causa e Objetivo: Os donos das minas estavam sendo prejudicados com as novas medidas da Coroa para dificultar o contrabando do ouro em pó. A Coroa Portuguesa decidiu instalar quatro casas de fundição, onde todo ouro deveria ser fundido e transformado em barras, com o selo do Reino (nessa mesma ocasião era recolhido o imposto -de cada cinco barras, uma ficava para a Coroa portuguesa). Assim, só poderia ser comercializado o ouro em barras com o selo real, acabando com o contrabando paralelo do ouro em pó e conseqüentemente, com o lucro maior dos donos das minas. Então, esses últimos organizaram essa revolta para acabar com as casas de fundição, com os impostos e com o forte controle em cima do contrabando.
Líderes: Filipe dos SantosConseqüências: Os revoltosos realizaram uma marcha até a sede do governo da capitania em Mariana, e como o governador conde de Assumar não tinha como barrar a força dos donos das minas, ele prometeu que as casas de fundição não seriam instaladas e que o comércio local seria livre de impostos. Os rebeldes voltaram então para Vila Rica, de onde haviam saído. Aproveitando a trégua, o conde mandou prender os líderes do movimento, cujas casas foram incendiadas. Muitos deles foram deportados para Lisboa, mas Filipe do Santos foi condenado e executado. Assim, essa revolta não conseguiu cumprir seus objetivos e foi facilmente sufocada pelo governo.

GOVERNOS GERAIS

Com o insucesso do sistema de capitanias hereditárias, o governo português se viu obrigado a reformular sua política de controle sob as possessões coloniais do Brasil. Em 1548, os governos gerais inauguraram uma nova forma de controle da metrópole portuguesa. Em certa medida, esse tipo de administração promoveu um processo de centralização política no qual o governador geral tinha vários poderes e tarefas a cumprir. Indicado pela Coroa, o governador geral deveria combater os índios que resistissem ao processo de ocupação dos portugueses e formar alianças com aquelas tribos que fossem favoráveis à presença lusitana. Além de cuidar desses conflitos internos, o governador tinha que tomar providência contra a invasão de piratas estrangeiros que atracassem no território. No âmbito administrativo, o governador geral deveria incentivar a fundação de novos povoamentos, realizar a construção de navios destinados ao comércio colonial e preservar o monopólio real sobre a exploração do pau-brasil ao longo da costa. Outro interessante aspecto das atribuições do governador geral refere-se à busca por metais preciosos, que só foram encontrados com o início do bandeirantismo no século XVII. Para garantir o funcionamento dos centros de exploração colonial como um todo, o governador contava com o auxílio de outros funcionários. O capitão-mor era responsável pela defesa e proteção da costa litorânea; o ouvidor-mor deveria exercer o papel de autoridade judicial máxima; e o provedor-mor administrava as finanças e o recolhimento dos impostos. Tomé de Souza foi o primeiro governador-mor da colônia. Em sua administração, entre 1549 e 1553, teve a preocupação de trazer párocos, mulheres e escravos para assim incentivar a ocupação e a exploração das terras. Além disso, seu governo marcou a instalação do primeiro bispado brasileiro e determinação de Salvador como primeira capital da colônia. Duarte da Costa, empossado em 1553, foi o segundo governador geral da colônia. Em sua administração preocupou-se, assim como Tomé de Souza, em trazer mais colonos e peças de escravos. Com o auxílio de Manoel da Nóbrega, fundou o colégio de São Paulo (que posteriormente deu origem à cidade de São Paulo). Em seu governo, observamos alguns conflitos entre jesuítas e os colonos com respeito à escravização dos índios. Em 1555, um grupo de franceses protestantes invadiu a atual região do Rio de Janeiro. Nessa região fundaram uma colônia chamada de França Antártica. As conturbações internas e a invasão francesa motivaram a Coroa a nomear Mem Sá como novo governador geral. Para contornar as guerras entre índios e colonos, ele procurou incentivar a catequização indígena através da fundação de novas missões. Além disso, mobilizou forças que expulsaram os franceses do Brasil e fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em 1565. Depois dessas três primeiras experiências administrativas, a Coroa Portuguesa resolveu dividir a colônia em dois governos: um ao norte com capital em Salvador e outro ao sul sediado no Rio de Janeiro. Em 1578, o governo voltou a contar com uma única sede. Por fim podemos destacar que dentro da organização dos governos gerais existiam representações políticas locais. No espaço das câmaras municipais as mais importantes decisões políticas dos centros de exploração colonial eram estabelecidas. Em seus quadros, a câmara municipal deveria contar com juízes e vereadores. Esses representantes políticos, conhecidos como “homens-bons”, eram exclusivamente advindos das elites agrárias da colônia. Os governos gerais, ao contrário do que possamos imaginar, não substituiu imediatamente o sistema de capitanias hereditárias. As duas formas de controle administrativo conviveram durante um bom tempo da colonização. Mesmo possuindo algumas diferenças, ambas imprimiam o caráter eminentemente exploratório da Coroa Portuguesa no território colonial.

CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

Após o descobrimento do Brasil, Portugal se viu obrigado a elaborar um mecanismo que fosse capaz de garantir seu domínio sobre a região, visto que piratas ingleses, franceses e holandeses representavam um grande perigo aos seus interesses. Em 1534, o rei D.João III criou o sistema de Capitanias Hereditárias, para assim poder dividir melhor o território brasileiro e facilitar sua administração e controle. O sistema de Capitanias Hereditárias se baseava na divisão do território brasileiro em grandes faixas de terras. Cada faixa de terra (capitania) era administrada por um donatário que repassaria seus direitos aos seus filhos, por isso o sistema chamou-se Capitanias Hereditárias. Os donatários eram nobres e pessoas de confiança do rei. Seus deveres eram administrar, colonizar, combater os índios que resistissem à ocupação e acima de tudo, assegurar o domínio português sobre a região. Como vantagens os donatários recebiam regalias da corte e a permissão de explorar as riquezas da região. Em virtude da falta de recursos, da extensão territorial, da distância de Portugal e das invasões indígenas, o sistema de Capitanias Hereditárias não obteve sucesso. Com exceção das capitanias de Pernambuco e São Vicente, todas as capitanias fracassaram. Embora o sistema de Capitanias Hereditárias não tenha obtido sucesso, provocou profundas marcas sociais no Brasil. Através da divisão desigual das terras, surgiram os primeiros latifúndios, desencadeando um grave problema socioeconômico: a concentração de renda e de terras.

CICLOS ECONÔMICOS BRASILEIROS

O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portugueses instalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de índios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Além do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de drogas do sertão na Amazônia.

O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de
cana-de-açúcar, utilizada na Europa para a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola. A agricultura da cana introduziu a modo de produção escravista, baseado na importação e escravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráfico negreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.

Ciclo do Ouro: Durante todo o
século XVII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dando início ao ciclo do ouro. Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, propicionada pelos tropeiros.

Ciclo do café: O
café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XIX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.

Ciclo da borracha: Em meados do
século XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, servia para a fabricação de borracha, material que começava então a ser utilizado industrialmente na Europa e na América do Norte (principalmente na indústria automobilística, que recentemente havia sido criada) . Com isso, teve início o ciclo da borracha no Amazonas (então Província do Rio Negro) e na região que viria a ser o Acre brasileiro (então parte da Bolívia e do Peru).

Indústria automobilística:
Em
1769, na França, Nicolas-Joseph Cugnot usou um motor a vapor para movimentar um veículo, um fardier de três rodas, mas o automóvel com motor de combustão interna foi inventado na Alemanha, só em 1885, por Karl Benz e Gottlieb Daimler.
Décadas depois,
G. E. Sellden, um advogado estadunidense inventou a sua versão do automóvel, que era rudimentar. Patenteou-a, mas nunca a produziu em massa, cabendo isso a empresas que aderiam - obrigatoriamente - a uma organização por si criada.
Pouco tempo depois, o
estadunidense Henry Ford passou a fabricar carros em série. Os primeiros foram os modelos T, fabricados de 1908 a 1927. Estes venderam mais de 15 milhões de unidades.
A política expansionista no Sec XVI

O período em que o Brasil era colônia de Portugal, estende-se do século XVI ao século XIX. Ao longo dessa fase, a economia brasileira desenvolveu atividades diversas, tanto extrativistas quanto agrícolas, produzindo mercadorias que atendesse asnecessidades de consumo do mercado externo, ou seja, da Europa. A metrópole portuguesa controlava e fiscalizava severamente a produção na colônia, organizando e disciplinando a circulação comercial através de um conjunto de práticas mercantilistas que, na verdade, representava uma transferência de riqueza ou capital da colônia para a Metrópole. Esta política, a que chamamos mercantilista, promovia uma ligação entre o "capitalismo" comercial e o absolutismo político e, de forma agressiva, tentava maximizar os instrumentos de poder econômico e político, permitindo o fortalecimento do Estado português e o enriquecimento da burguesia. Deve-se lembrar, ainda, que o colonialismo é apenas uma faceta do mercantilismo, ou seja, apenas uma de suas práticas que possuía como objetivo central a concentração ou o acúmulo de metais preciosos pelas nações, principalmente através da manutenção de uma balança comercial favorável ou superavitária. Note-se, que hoje a tendência do capitalismo não é de acumular, mas reaplicar os capitais em atividades diversas visando ampliá-lo e protegê-lo contra possíveis instabilidades do mercado. A exploração de colônias e a produção gerada deveriam atender às necessidades de consumo do mercado europeu. A colônia deveria ser explorada visando propiciar lucros ás metrópoles. Para o bom êxito dessa empreitada deveriam respeitar o regime do monopólio colonial, ou "exclusivo metropolitano" que adaptava o comercio da colônia em favor da metrópole.

No início, era só exploração !

As terras eram generosas, tanto em quantidade, como em qualidade, o clima favorável, águas abundantes e boas perspectivas de desenvolver uma produção de gêneros agrícolas lucrativos não encontrados na Europa. As terras brasileiras, logo, passaram a ser arrendadas a particulares portugueses, que teriam como obrigação, pagar á coroa portuguesa 20% ou 1/5 do lucro obtido. Esses arrendatários recebiam porções do território, onde criavam feitorias, contratava a mão-de-obra indígena que seria encarregada de armazenar nas feitorias as mercadorias extraídas na região (pau brasil, drogas medicinais, animais exóticos, peles, madeiras diversas, etc). Era uma atividade extrativa realizada de forma predatória. Esgotados os produtos, abandonavam a feitoria e partiam para um outro local, por isso não foi possível, nesse momento, promover o povoamento das terras do Brasil.

As primeiras experiâncias colonizadoras no Brasil

Por volta de 1530, a metrópole portuguesa percebe que o Brasil está sendo visitado ou invadido por ingleses, franceses e holandeses; percebe, também, que estes mesmos contrabandistas fazem incursões nas rotas comerciais indianas, buscando produtos asiáticos, revendendo-os na Europa, concorrendo com a coroa portuguesa e, conseqüentemente, afetando seus lucros. Diante do problema, Portugal resolve dar início efetivamente, à colonização das terras brasileiras. Para a consecução desse intento nos manda Martim Afonso de Souza, que ao chegar, analisar e avaliar, toma as medidas cabíveis: expulsa os estrangeiros, funda vilas (São Vicente e Santo André), e introduz a cana de açúcar, o gado, etc . Nessa primeira experiência, Martim Afonso,entre 1500\1532, fixou degredados em vários pontos do litoral brasileiro, com sementes de produtos vários para testar as possibilidades de implementação de uma produção agrícola lucrativa para Portugal. A princípio, a mão de obra indígena será utilizada. Posteriormente, opta-se pelo trabalho escravo africano. Essa preferência tem explicações praticas e convenientes: Portugal alega que o indígena não se adaptava ao trabalho sedentário e agrícola. Na cultura indígena, o trabalho agrícola é seminômade e feminino; a atividade masculina, se resumia, quase que essencialmente, à pesca, caça e à guerra.

A verdade é outra, Portugal, tendo o controle das costas da África, pretendia vender aqui uma mercadoria mais lucrativa: o escravo africano (introduzidos no Brasil desde o reinado de Dom João III, especificamente, de 1542 em diante). Assim, foram criadas uma série de proibições legais e religiosas, mais legais que religiosas, à escravização do índio. (a idéia de proibir o trabalho escravo dos índios está muito mais vinculado ao fato de os comerciantes portugueses quererem substituir a mão-de-obra indígena pela escrava, porque os negros africanos dariam grandes lucros com o tráfico negreiro). A esperança de encontrar metais preciosos permanecia latente na cabeça e na cobiça dos colonizadores, mas enquanto isso não ocorria, tratava-se de, observando os ditames da política mercantilista, estabelecer as bases de uma exploração econômica da região visando gerar uma fonte de receita lucrativa, a ponto de compensar o esforço. A exploração das terras brasileiras segue avante, aos trancos e barrancos. Enquanto outros produtos cobiçados não dão as caras, que são o ouro e as pedras preciosas, vão se cultivando outros artigos desejados pelo mercado europeu.

Normalmente, os produtos eram explorados de maneira intensiva, em forma de monocultura e em grandes extensões de terras. Dependia, estes, da demanda do consumo europeu. Se a procura era grande, a produção, por aqui, aumentava, e vice-versa. O período em que aquele produto determinado estava em ascensão foi chamado de "Ciclo".

sábado, 17 de maio de 2008

CAUSAS DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Grandes Navegações:

Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.

No século XV, os países europeus que quisessem comprar
especiarias (pimenta, açafrão, gengibre, canela e outros temperos), tinham que recorrer aos comerciantes de Veneza ou Gênova, que possuíam o monopólio destes produtos. Com acesso aos mercados orientais - Índia era o principal - os burgueses italianos cobravam preços exorbitantes pelas especiarias do oriente. O canal de comunicação e transporte de mercadorias vindas do oriente era o Mar Mediterrâneo, dominado pelos italianos. Encontrar um novo caminho para as Índias era uma tarefa difícil, porém muito desejada. Portugal e Espanha desejavam muito ter acesso direto às fontes orientais, para poderem também lucrar com este interessante comércio.Um outro fator importante, que estimulou as navegações nesta época, era a necessidade dos europeus de conquistarem novas terras. Eles queriam isso para poder obter matérias-primas, metais preciosos e produtos não encontrados na Europa. Até mesmo a Igreja Católica estava interessada neste empreendimento, pois, significaria novos fiéis.Os reis também estavam interessados, tanto que financiaram grande parte dos empreendimentos marítimos, pois com o aumento do comércio, poderiam também aumentar a arrecadação de impostos para os seus reinos. Mais dinheiro significaria mais poder para os reis absolutistas da época (saiba mais em absolutismo e mercantilismo).

Pioneirismo português:
Portugal foi o pioneiro nas navegações dos séculos XV e XVI devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito Portugal. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Portugal contou com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo uma centro de estudos : A Escola de Sagres.
Planejamento das Navegações:

Navegar nos séculos XV e XVI era uma tarefa muito arriscada, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo gerado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, enquanto outros tinham uma visão da terra como algo plano e , portanto, ao navegar para o "fim" a caravela poderia cair num grande abismo.Dentro deste contexto, planejar a viagem era de extrema importância. Os europeus contavam com alguns instrumentos de navegação como, por exemplo: a bússola, o astrolábio e a balestilha. Estes dois últimos utilizavam a localização dos astros como pontos de referência.Também era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. As caravelas cumpriam tais objetivos, embora ocorressem naufrágios e acidentes. As caravelas eram capazes de transportar grandes quantidades de mercadorias e homens. Numa navegação participavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão para anotar tudo o que acontecia durantes as viagens.

Navegações portuguesas e os descobrimentos:

No ano de 1498, Portugal realiza uma das mais importantes navegações: é a chegada das caravelas, comandadas por Vasco da Gama às Índias. Navegando ao redor do continente africano, Vasco da Gama chegou à Calicute e pôde desfrutar de todos os benefícios do comércio direto com o oriente. Ao retornar para Portugal, as caravelas portuguesas, carregadas de especiarias, renderam lucros fabulosos aos lusitanos.Outro importante feito foi a chegada das caravelas de Cabral ao litoral brasileiro, em abril de 1500. Após fazer um reconhecimento da terra "descoberta", Cabral continuou o percurso em direção às Índias.Em função destes acontecimentos, Portugal tornou-se a principal potência econômica da época.

Navegações Espanholas:

A Espanha também se destacou nas conquistas marítimas deste período, tornando-se, ao lado de Portugal, uma grande potência. Enquanto os portugueses navegaram para as Índias contornando a
África, os espanhóis optaram por um outro caminho. O genovês Cristovão Colombo, financiado pela Espanha, pretendia chegar às Índias, navegando na direção oeste. Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América ( maias, incas e astecas ), os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.


RESUMÃO - Brasil Colônia

Apertando no link a seguir, o aluno poderá ter acesso a um resumo da história do Brasil Colonial. http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html